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Plena Consultoria em Investimentos

NOSSA VISÃO - 09/07/2018

Retrospectiva

 

E a guerra comercial provocada pelos EUA continua. Na última sexta-feira a China anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre importações de produtos dos EUA no valor de US$ 34 bilhões, em resposta aos encargos pelo mesmo valor de mercadorias importadas da China.  No mesmo dia, a Rússia disse estar impondo taxas adicionais de importação sobre alguns produtos industriais dos EUA, que impuseram tarifas sobre importações de aço e alumínio. E também alertou que mais medidas de retaliação podem ser adotadas, em um contexto de guerra comercial global.

 

Ainda em relação à economia internacional, na zona do euro, as vendas no varejo decepcionaram em maio e ficaram estáveis frente a abril. Na comparação anual a alta foi de 1,4%. Já em junho a atividade empresarial melhorou, com o PMI composto subindo para 54,9 pontos, já que em maio havia sido de 54,1 pontos.

 

Nos EUA, as  encomendas à indústria subiram 0,4% em maio, frente abril e em junho, foram criados 213 mil postos de trabalho não rural, quando se esperava a criação de 195 mil vagas. Por outro lado, com mais pessoas procurando emprego, a taxa de desemprego subiu de 3,8% em maio, para 4% em junho.

 

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi de resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,55%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,25%. E enquanto o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 1,52%, o Nikkey 225, da bolsa japonesa recuou 2,32%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 1,01% na primeira quadrissemana de julho, depois de ter subido 1,19% em junho, por conta principalmente da alta do grupo alimentos.

Por sua vez, o IPCA de junho teve alta de 1,26%, a maior para o mês desde 1995, frente a alta de 0,40% em maio. No ano a alta acumulada ficou em 2,60% e em 12 meses em 4,39%. Já o INPC subiu 1,43%, frente a 0,43% em maio e acumulou 2,57% no ano e 3,53% em 12 meses.

Quanto à produção industrial, a queda em maio foi de 10,9%, também em consequência  da greve dos caminhoneiros, que paralisou o país por 10 dias. A queda maior foi no setor automobilístico que caiu quase 30%.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de recuperação, com o Ibovespa subindo 3,09%. Assim, a perda acumulada no ano recuou para 1,82%. O dólar, por sua vez, subiu 1,83%, aumentando a alta no ano para 18,69%. O IMA-B Total, por sua vez subiu 0,86% na semana, acumulando alta de 2,03% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,17% em 2018, frente a 4,03% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,53%, frente a 1,55% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,70, como no último relatório e em R$ 3,60 no final de 2019, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 75,30 bilhões em 2019, frente a US$ 76,60 bilhões na pesquisa anterior.


Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em maio.

Nos EUA teremos a divulgação da inflação do consumidor em junho. .

No Brasil, além da divulgação dos resultados parciais da inflação, conheceremos  as vendas no varejo em maio e o IBC-Br.

No exterior, a inflação do consumidor americano é a principal divulgação e no Brasil, o IBC-Br .

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, diante do cenário externo volátil, com a continuada valorização do dólar que também impactará na inflação local e dada a queda na atividade econômica, que deverá ter importante impacto na arrecadação fiscal do setor público consolidado, além das incertezas com as eleições presidenciais, é grande a possibilidade de retornos negativos com os subíndices da família  IMA e IDKA, principalmente os de prazo mais longo. Assim, achamos por bem sugerir aumento de 10% para 15% na exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de não mais 25% e sim de 20% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs aumentamos a alocação sugerida de 20%, para 35%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passou a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais supre a meta atuarial. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações - FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.  

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.


** Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

Indicadores Diários - 06/07/2018



Índices de Referência - Junho/2018